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O NASF

  • Foto do escritor: Bernardo Portela
    Bernardo Portela
  • 2 de ago. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 3 de ago. de 2021


Na perspectiva de ampliar a capacidade de resposta à maior parte dos problemas de saúde da população na atenção básica, o Ministério da Saúde criou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasfs), por meio da Portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008.


Existem ainda, duas outras Portarias que dizem respeito ao NASF, são elas: Portaria nº 2.488 de 2011, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab) e a Portaria nº 3.124 de 2012, que redefine o NASF em três modalidades, como será visto em seguida.


O que é o NASF


São equipes multiprofissionais que devem atuar de maneira integrada, apoiando os profissionais das equipes de referência, isto é, as Equipes de Saúde da Família e/ou de Atenção Básica para populações específicas (Consultórios na Rua, equipes ribeirinhas e fluviais), buscando auxiliá-las no manejo ou resolução de problemas clínicos e sanitários.


Ou seja, o trabalho do NASF é de apoio matricial, ela "complementa" a atenção e cuidado fornecida por uma Equipe de Saúde da Família, a partir de seus conhecimentos específicos. A integração entre as equipes ocorre a partir das necessidades das equipes de Atenção Básica diante das demandas e das necessidades de saúde, buscando contribuir para o aumento da capacidade de cuidado, articulando a rede.


A autora traz que o NASF funciona como retaguarda especializada para as equipes de Atenção Básica/Saúde da Família, atuando em duas dimensões: clínico-assistencial e técnico-pedagógica. A primeira diz respeito ao atendimento prestado à população; a segunda ao apoio técnico ofertado as equipes.


O Nasf faz parte da Atenção Básica, mas não se constitui como um serviço com espaço físico independente.


Modalidades do NASF

(de acordo com a Portaria nº 3.124)


  • NASF 01: Contém de 5 a 9 Equipes de Saúde da Família (ou de Atenção Básica), contendo ainda uma equipe para consultório na rua e atendimento à população ribeirinha e fluvial. A carga horária dessa modalidade deve ser de, no mínimo, 200 horas semanais. (Cada ocupação deve ter no mínimo 20h e no máximo 80h).


  • NASF02: Contém de 3 a 4 Equipes de Saúde da Família (ou de Atenção Básica), contendo ainda uma equipe para consultório na rua e atendimento à população ribeirinha e fluvial. A carga horária dessa modalidade deve ser de, no mínimo, 120 horas semanais. (Cada ocupação deve ter no mínimo 20h e no máximo 40h).


  • NASF03: Contém de 1 a 2 Equipes de Saúde da Família (ou de Atenção Básica), contendo ainda uma equipe para consultório na rua e atendimento à população ribeirinha e fluvial. A carga horária dessa modalidade deve ser de, no mínimo, 80 horas semanais. (Cada ocupação deve ter no mínimo 20h e no máximo 40h).


O Objetivo com tudo isso


Com o NASF amplia-se o repertório de ações da Atenção Básica, a capacidade de cuidado de cada profissional e o acesso da população a ofertas mais abrangentes e próximas das suas necessidades. Assim, pode-se dizer que o objetivo é aumentar efetivamente a resolutividade e a qualidade da Atenção Básica.




NASF: Passo-a-passo para sua implementação


Tentando simplificar aquilo que o texto trás: Para formalizar um grupo NASF, há a necessidade de montar-se um projeto que considere um determinado território. Isso será importante para identificar quais são as demandas de uma dada região, afim de se pensar em quais profissões comporão a equipe NASF, bem como em quais ABs eles irão atuar.


Critérios como localização das unidades (distância entre elas), perfil socioeconômico da população e enfermidades são consideradas na implementação


É fundamental que as ações iniciais dialoguem com necessidades percebidas e que sejam pactuadas com as equipes de AB.


NASF: Quem compõe a equipe


Como mencionado a cima, a implementação do NASF adequa-se às necessidades dos usuários, assim, não há uma equipe mínima para sua composição, mas há uma montagem de grupo conforme as demandas.


"Portanto, para a definição dos profissionais que comporão o Nasf, é preciso um olhar atento às informações levantadas na análise do território e da rede de serviços, que servirão como subsídios para a tomada de decisão" (BRASIL, 2014, p.33).

Afim de elucidar melhor essas duas partes, a tabela a seguir demostra uma possível atuação de uma equipe NASF em um dado território:


Equipe de Consultório na Rua (eCR)


Equipe volante vinculada a pelo menos uma UBS, tem como um dos objetivos construir vínculos positivos e ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde. Os Consultórios na Rua são itinerantes e formados por equipes multiprofissionais que buscam prestar atenção compartilhadas e integradas às UBS, acionando as redes intra e intersetoriais.


Os pontos principais de articulação dessas equipes, além das próprias equipes da Atenção Básica, são: CREAS; Conselhos Tutelares; CAPS; centros de convivência; unidades de acolhimento; residências e albergues terapêuticos; serviços de urgência e emergência.




Academias de Saúde


Atreladas às ações da Atenção Básica, as Academias da Saúde objetivam se constituir como espaço de fomento à convivência, a práticas corporais, à alimentação saudável, à educação em saúde, a práticas integrativas e complementares, em espaços especialmente construídos para esse fim. Esses espaços tem seu uso potencializado pela atuação dos profissionais de saúde da Atenção Básica e pelos profissionais do Nasf, ampliando a capacidade de intervenção coletiva da Atenção Básica.




 
 
 

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