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A Rede Cegonha

  • Foto do escritor: Bernardo Portela
    Bernardo Portela
  • 13 de jan. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 14 de jan. de 2021


Instituída pela Portaria n. 1.459/2011, é a rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito a uma atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro, ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis. Seu principal objetivo é a diminuição da mortalidade materna e infantil.


Para isso, essa rede deve estar articulada com as estruturas operacionais das RAS, isto é, os sistemas de apoio, os sistemas logísticos, etc. Ela já foi implementada em todos os Estados brasileiros e, no seu primeiro ano de implementação, isto é, 2011, houve uma diminuição de 21% nos índices de óbito decorrentes de complicações na gravidez e no parto.


Segundo a portaria mencionada acima, a Rede cegonha se operacionaliza a partir de quatro fases:


  • Pré-Natal;

  • Parto e Nascimento;

  • Puerpério e Atenção Integral à Saúde da Criança;

  • Sistema Logístico.


Pré-Natal:

Etapa na qual há uma prioridade de atendimento à gestante nas APS. É nela que há a realização imediata do teste rápido de gravidez e de todos os exames pré-natais. Também, será neste momento, que a mamãe fará a vinculação com uma maternidade e saberá, desde os primeiros meses, onde terá o seu bebê. São promovidas visitas ao local do parto.


*Vale ressaltar que, a partir da realização dos exames, caso seja encontrada alguma informação alarmante, os serviços de especialidade são acionados, configurando, assim, a rede de atenção a gestante, a rede cegonha.


Parto e Nascimento:

Nesta fase, a Rede Cegonha qualifica as equipes de saúde para prestação de atendimento humanizado e especializado. Há o acolhimento com classificação de risco, ambiente confortável e seguro para a mulher e o bebê e foco na humanização e qualidade do parto. A mulher tem o direito a um acompanhante durante o parto e atendimento especial no caso de uma gravidez de risco.


Puerpério e Atenção Integral à Saúde da Criança:

Nesta etapa é ofertado a educação sobre o aleitamento materno, bem como a nutrição do bebê, o acompanhamento da puérpera e da criança na atenção básica com visita domiciliar na primeira semana após a realização do parto e nascimento, a prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites, bem como de métodos contraceptivos.


O acompanhamento domiciliar à mãe e ao bebe é realizado por um agente comunitário de saúde. Momento em que se é orientado sobre o aleitamento bem como os exames a serem realizados pelo bebe.


Sistema Logístico:

Transporte seguro para as gestantes e os recém nascidos de alto risco, por meio do SAMU Cegonha, cujas ambulâncias devem estar devidamente equipadas com incubadoras e ventiladores neonatais.

São Diretrizes da Rede Cegonha:


  • Garantia do acolhimento com classificação de risco, ampliação do acesso e melhoria da qualidade do PRÉ-NATAL;

  • Garantia de vinculação da gestante à unidade de referência e ao transporte seguro;

  • Garantia das boas práticas e segurança na atenção ao Parto e nascimento;

  • Garantia da atenção à saúde das crianças de 0 a 24 meses com qualidade e resolutividade;

  • Garantia da ampliação do acesso ao planejamento produtivo.




Financiamento:


financiada com recursos da União, dos estados e dos municípios, cabendo à União, por meio do Ministério da Saúde, o aporte dos seguintes recursos:


Quesito Pré-Natal:


1. Custeio total dos novos exames do pré-natal, repassados em duas parcelas fundo a fundo. A primeira parcela calculada de acordo com a estimativa de gestantes e repassada mediante apresentação do Plano de Ação Regional, e a segunda repassada seis meses após a primeira, calculada de acordo com o número de gestantes cadastradas. A partir desse momento, os repasses serão mensais, proporcional- mente ao número de gestantes acompanhadas.


2. Fornecimento de kits para as UBS: 1 sonar, 1 fita métrica, 1 gestograma, 1 Caderno de Atenção Básica (CAB) – Pré-natal, Balança adulto.


3. Fornecimento de kits para as gestantes: bolsa Rede Cegonha, material para cura do umbigo (um vidro de álcool 70% de 60ml e 20 unidades de gaze estéril, embala- do em uma caixa de plástico), trocador de fralda.


4. Fornecimento de kits para parteiras: bolsa para acondicionar os materiais; tesoura curva em inox, ponta romba, lanterna média, guarda-chuva e capa de chuva e várias, mas VÁRIAS outras coisas.


Quesito Parto e Nascimento:


1. Recursos para a construção, ampliação e reforma de Centros de Parto Normal, Casas de Gestante.


2. Recursos para a compra dos equipamentos para essas mesmas casas acima, bem como para a UTI neonatal e UTI adulto.


3. 80% de custeio para ampliação dos leitos para Gestantes de Alto Risco (GAR), de (UTI adulto e neonatal e UCI neonatal).


*O Governo Federal é responsável ainda pela reforma e construção da rede, financiando os leitos, as ampliações e compras de materiais.



A+:


Proposta de Reformulação da Rede Cegonha no Vale do Itajaí (Aprovada na CIR, 2013):



 
 
 

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